21 de agosto de 2013

Sinergia

José Carlos Paiva Bruno – OABRJ 73304

Apolo e Dafne

Apolo e Dafne

 

Fosse o que fosse; eu sempre estive entre o mundo e a poesia,
Entre o menino e o homem. Energia…
Confessar paixão da fêmea, perdão do pecado quer,
Bailarinos, quais sinos…

Assim o que pulsa é busca, contar em dedos lambendo medos,
Revelar dos segredos, apegos…
Tampouco nunca tarde, sempre cedo rogo rouco,
Zarpar do cais, muito mais…

Beijo dos corpos, cheiro, meio, devaneio,
Música do que foi e veio…
Lúcida pena luz, nua lanterna do marinheiro,
Riso de caneta e tinteiro…

Mapa pirata decifrado, traduzido vestido rodado,
Olhos da noite brilham, cintilando curso…
Contragolpes assertivos, vivos galopes da sorte,
Reversoda árvore morte…

Pergaminho da corte decote: azáfama do norte,
Colorindo dramas de amor da história…
Vistas afora, tramas outrora demora,
Ninfa de Apolo…

Batom do sorriso, sedutor mistério preciso,
Exato ou necessito, aflito…
Água moldando a pedra, lapidação à esfera,
Marés dum tempo maior…

Sendo o que grito, sinergia é o rito…
Dafne dos louros ontem; Ciência do mito,
Flecha do infinito, tempo já escrito,
Agora bendito…

 

 

 

 

 

 

 

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