6 de junho de 2016

Rebuliço

rebulic3a7oComo diria o rei: são tantas emoções. Já que falamos de rei, digo que monarquia seria uma saída honorável para nosso presidencialismo de coalizão falido. Quando lá trás criou-se expressão focando inclusive conexão PT e PMDB, escrachada sociedade dissolvida após treze anos recentemente. Gravidade política esvaziada qual vácuo Executivo e Legislativo, sendo atmosfera restante ainda Suprema Corte, rotulada em judicializar o vazio. Pera aí, alguém tem que fazer alguma coisa nesta degradante falta de ar, então que seja oxigênio STF. Respeitosamente, não que o Supremo Tribunal Federal seja tão bom romano. Ocorrendo que Juiz Moro e Ministério Público são realmente cirúrgicos centuriões, donde qualidade dos diagnósticos em inquéritos de competente farmacologia jurídica formulam as necessárias curas. Juízes do Supremo criam rito ao impeachement, livram-nos do Lula ministro, cassam o presidente da Câmara dos Deputados, votam competências de foro continuando Lava a Jato, fazendo casamento entre legalidade e vox populi, pois que nada mais resta além da efetividade das togas guardiãs. Cumpra-se caçada as bruxas!

Quanto à criação quase perfeita de Montesquieu; digo que sobreviverá – Executivo e Legislativo – somente revestida da honestidade e eficiência inerentes, pois que fato é estarem nus diante do Judiciário. Necessário que chegássemos num quadro recessivo de 12 milhões desempregados somados ao déficit federal R$ 170 bilhões para que a rejeição fosse às ruas desesperada, pois que a um passo da Venezuela, qualquer coisa é melhor que fome e abandono.

Agora com as recentes delações homologadas caem por terra os habilidosos cromaquis (inclusive escândalos suposto estupro coletivo RJ e homicídio legítima defesa policial de menor comprovadamente delinquente em perseguição flagrante SP, ou anterior fisiologismo da proibição doações PJ em futuras eleições), somadas surpreendentes gravações do Sérgio Machado e Cerveró culpando definitivamente Dilma em fiasco Pasadena. Sociedade organizada exige os pingos nos is. Penso que além das condenações cabíveis, carecemos de novos rumos políticos vergonha na cara. Inaceitável que tenhamos mais partidos que estados da república. Inaceitável a barganha de legendas sem nenhuma tradição ou efetivo comprometimento social. Criam-se partidos ao faro de pesquisas marqueteiras, meros oportunismos circunstanciais. Inaceitável desde muito que o sujeito mude de partido e permaneça no cargo público eleito originalmente. Bom que saibamos partir para o tudo ou nada, pois que vizinhança espreita e neste rebuliço tupiniquim ainda tem chope no bar da esquina com palhaços eleitores pagando a conta. Bem verdade que muitos com recursos seguro-desemprego.

Jose Carlos Paiva Bruno

Artigo & CrônicasNatural de Resende, Rio de Janeiro, José Carlos traduz a quarta geração do imigrante italiano Domenico Bruno. Advogado, Especialista MBA em Direito da Tecnologia pela FGV-RJ e Docência Superior pela FOA-VR, atua como Analista Administrativo na QUALIDADE DO PRODUTO em MAN LATIN AMERICA via RACING AUTOMOTIVE. Escreve profissionalmente desde janeiro/2010, desenvolvendo crônicas e poemas por um mundo melhor, uma sociedade mais justa focada na liberdade e respeito ao amanhã. Paiva Bruno, já conta com algumas dezenas de publicações em jornais e revistas no Brasil e exterior.

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