30 de abril de 2013

Infinito tempo…

Por: José Carlos Paiva Bruno
OABRJ 73304

Talvez o tempo seja um sorriso ao Sol,
Eterna dúvida das flores, cheiros e cores…
Talvez corpos e copos, uma Elis de ouvir baixinho,
Pretérito bêbado na corda, equilibrando…

Talvez equilíbrio qual núncio atrevido,
Cantando perigo, qual sereia do mar antigo…
Talvez mênade d’Orfeu, embaixador perigo meu,
Luar traiçoeiro, louco beijo verso anverso veneno…

Talvez sereno da sedução, sem noção,
Em que musa vem a terra, quase quimera…
Talvez um pedido aos muros azuis,
Quase crianças, quase danças, rituais…

Talvez ritmos daqueles quadris, fictícios pueris,
Pulsar d’eterna busca, carícias sutis…
Talvez o desespero reencontro, mãos deste conto,
Fusão das dimensões; desejo d’alma e carne…

Talvez tempo de quase um bilhete,
Assim lúdica cópula entre estações…
Talvez embarque lúcido no imaginário,
Descida próxima, comoriente linha dicionário!

Certamente o que deveria, conta este conto…
É que ambos descem e sobem mesmo ponto.
Certamente um pesponto simbiótico…
Eternizando troca de calor… Amor!

Liberdade está no gozo d’outro,
Afinidade está naturalmente em sintonia,
Sinfonia musical de gozo mútuo,
Voando talar simultâneo culto…

Assim quando inquietos, buscando além do perto,
Imbróglio fugaz dum presente certo,
Longe ladina magia, evanescendo encontro,
Ou reencontro, mas depois eu canto ou toco, conto…

 

 

 

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