5 de julho de 2019

Os Bancos Centrais perdem o monopólio das moedas

Por *Luiz Carlos Barnabé de Almeida

A Libra, a nova moeda do Facebook está planejada para circular no início de 2020. A criptomoeda consolida o novo conceito do fluxo monetário mundial. As moedas emitidas pelos Estados, como o dólar, o euro, o real, irão concorrer com as moedas corporativas e centralizadas, por exemplo, a Libra e pelas moedas descentralizadas, como a Bitcoin. Estados Nacionais também podem emitir, é o caso da Venezuela com a criptomoeda Petro.

Estamos próximos do fim do monopólio monetário dos Bancos Centrais, com o fortalecimento e expansão das criptomoedas que irão aumentar a velocidade da globalização dos serviços financeiros em progressão geométrica, com aumento da segurança e da autonomia nas transações econômicas internacionais e sua contra parte monetária. Como tudo nesta época, nada nasce acabado, e sim, em permanente vir a ser.

A Libra tem a previsão de chegar a 2,8 bilhões de usuários e no início será utilizada para transações no Facebook, Messenger, WhatsApp, serviços e varejistas que possuírem certificação.

Neste início está sendo criada e financiada pelo Facebook, como demonstra a whitepaper da criptomoeda Libra. Mas a governança será transferida para a Libras Association, hoje composta por 27 membros fundadores, entre eles Visa, MasterCard, Spotfy, Paypal, Coinbase, Xapo, Vodafone, Uber, Mercado Pago.

Até o lançamento desta moeda digital outras Instituições poderão participar e este número de membros poderá chegar a 100.

A Libra/blockchain é semelhante à moeda mundial criada pelo FMI em 1969, chamada Special Drawing Rights – SDR que no Brasil chamamos de Direito Especial de Giro – DEG, e seu valor é definido pela média ponderada de várias moedas.

As criptomoedas eliminam os intermediários e as tutelas dos Bancos Centrais e dos Órgãos Reguladores Mundiais, diminuindo o custo das transações financeiras e cambiais, sobrando recursos para ampliar a produção de riquezas.

As novas moedas poderiam ser denominadas de meio de pagamento M5i. A M5i irá se impor, pois atende a “instantaneidade” e a “diminuição de custos” exigidas pela globalização que é condição necessária para a produção em escala e em velocidade para gerar a quantidade de bens econômicos com mais rapidez que o aumento da população humana.

Os dezenove anos deste século confirmam que a sucessora da “Era Industrial”,  a “Era do Conhecimento”, se caracteriza pela velocidade, amplitude e profundidade de inovações que ocorreram com a fusão de tecnologias e a interação entre os domínios físicos (ex. veículos autônomos, impressão 3 D), digitais (ex. IoT, cidades inteligentes), biológicos (ex. biologia sintética, engenharia genética, criação de órgãos).

Estas características irão prolongar o tempo de vida do homo sapiens e diminuirá drasticamente o número de mortes prematuras.

Portanto, os recursos escassos não podem ser desperdiçados, principalmente pelo Estado, como eram no século passado. Neste novo século, caminhamos do Estado Máximo para o Estado Necessário. Os Tributos deixarão de ser impostos, substituídos pelas Contribuições voluntárias.

Será um período com permanentes desafios e enfrentamentos dos velhos paradigmas, como foram no início da Era Industrial. Teremos os ludistas da Nova Era, que serão vencidos como foram no passado. A vitória será da humanidade, para a perpetuação do nosso gênero homo sapiens.

Sobre *Prof. Me. Luiz Carlos Barnabé de Almeida

Luiz Carlos Barnabé de Almeida

Luiz Carlos Barnabé de Almeida

Vice-Presidente da Ordem dos Economistas do Brasil;
A Escola Austríaca é uma escola de pensamento econômico que enfatiza o poder de organização espontânea do mecanismo de preços. Afirma que a complexidade das escolhas humanas subjetivas faz com que seja extremamente difícil a modelação matemática do mercado.
Os economistas da Escola Austríaca defendem a estrita aplicação rigorosa dos acordos contratuais voluntários entre os agentes econômicos.
Afirmam que transações comerciais devam ser sujeitas à menor imposição possível de forças coercitivas como as Governamentais e/ou Corporativistas.

Autor e coautor dos livros:
Introdução Direito Econômico 4. ed. São Paulo: Saraiva/2012.
Coleção de 16 Volumes III Encontro de   Internacionalização do Conpedi /Universidad Complutense de Madrid.
O CADE e a Efetividade de suas Decisões. Apoio CNPq. Belo Horizonte: Arraes Editores/2014
Gestão para o Desenvolvimento Sustentável 1. ed. São Paulo: Globus/2013
Ciência Econômica aplicada ao Tecnólogo 1. ed. São Paulo: LCBA/2010

Economista, jornalista e Mestre em administração. Divulgador da Escola Austríaca, palestrante e Autor e Coautor de diversos livros entre eles, Introdução ao Direito Econômico 4 – ed. Saraiva. Professor universitário desde 1970. Pesquisador de Economia Sustentável. Economia Circular. Inovação. Escola Austríaca. Crescimento econômico.

 

Luiz Carlos Barnabé de Almeida

Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/7674706654735593 Corecon/SP no. 5.697. FENAJ BRF no. 8.648. CRECI 86589. Economista, jornalista, mestre em administração e pesquisador. Resumo acadêmico Mestrado em Administração na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (2013). Linha de Pesquisa: Gestão para o Desenvolvimento e Regionalidade. Grupo de Pesquisa: Gestão para o Desenvolvimento Sustentável – USCS (2012/19). Linha de Pesquisa: Direitos Humanos e Desenvolvimento Sustentável – Universidade Santa Cecília (2015/19). Possui Especialização de Administração Econômica por Objetivos (1974), Especialização em Educação e Meio Ambiente (2005), Graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1970) e Graduação em Comunicação Social - Jornalismo pela Faculdade Varzeagrandense de Comunicação Social (1995). Professor Universitário de Economia para os cursos Economia, Direito, Jornalismo, Administração, Tecnólogo Superior, Saúde, Engenharia e Relações Internacionais. Autor do Livro Introdução ao Direito Econômico. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. Coautor dos livros: Coleção de 16 Volumes III Encontro de Internacionalização do Conpedi /Universidad Complutense de Madrid. Madrid ES, Ediciones Laborum. 2015. Capítulo: Zona Livre de Arbitragem: Brasil para o Primeiro Mundo. Vol. 08 pg. 144. ISBN (Internacional): 9788492602988/2015 O CADE e a Efetividade de suas Decisões 1. ed. Apoio CNPq. BH: Arraes Editora/ 2014 Gestão para o Desenvolvimento Sustentável 1. ed. São Paulo Globus/2013. Ciência Econômica aplicada ao Tecnólogo 1. ed. São Paulo: LCBA, 2011. Resumo profissional. Superintendência do Centro Oeste – SUDECO: Ministro Andreazza - 1975/1982 Secretário de Planejamento Econômico de MT – Governo Júlio Campos – 1983/86. Suplente de Deputado Federal Constituinte 1987/90. Diretor da TV Bandeirante - Cuiabá/MT 1987/1990. Superintendente da Pós-Graduação da UNIC – Universidade de Cuiabá 1991/2004. Mantenedor da Instituição de Ensino Superior - IES Terra em Campo Grande/MS. 2004/2008 Vice-Reitor da UNIBAN – Universidade Bandeirante. 2004/2005. Consultor Educacional das IES: UNIRONDON/MT. UCDB/MS, FTC/BA. 2006/2007 Vice-Presidente do CORECON SP, período 2015/17. Atualmente Vice-Presidente da Ordem dos Economistas do Brasil Diretor Superintendente da Dig&tal Inteligência Artificial – Economia - Direito Diretor do Comitê Economia 4.0 da Ordem dos Economistas do Brasil Diretor Institucional da ABCONT – Associação Brasileira de Contribuintes Diretor Cultural da ADESG Associação dos Delegados da Escola Superior de Guerra de Santos. Professor Universitário da UNIP SANTOS Professor do IbiJus Instituto Brasileiro de Direito Professor do Burke Instituto Divulgador da Escola Austríaca Articulista da Revista Evidência Colaborador do Blog Oito e parceiros WCS Consultor Educacional Consultor de Marketing Palestrante.

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