29 de agosto de 2019

CNI vê relação equivocada entre queimadas na Amazônia e produtos industriais brasileiros

Foto: Miguel Ângelo/CNIConselho Temático de Relações do Trabalho e Desenvolvimento Social. Brasília (DF)28.08.2019

Conselho Temático de Relações do Trabalho e Desenvolvimento Social. Brasília (DF)28.08.2019

Confederação Nacional da Indústria (CNI) repudia a decisão de importadores de suspender a compra de couro brasileiro. A entidade considera injustas e equivocadas as tentativas de se vincular a exportação de produtos industriais brasileiros às queimadas na Amazônia. Para a CNI, este e outros fatos recentes – como o questionamento de empresários chineses sobre a sustentabilidade dos produtos brasileiros e a ameça de alguns líderes europeus de dificultar a aprovação do Acordo Mercosul-União Europeia – demonstram no mínimo desinformação sobre a responsabilidade ambiental da indústria brasileira.

 “A Amazônia é um patrimônio de fundamental importância para o Brasil, sobretudo pela sua megadiversidade biológica, que abriga 20% do total de espécies de plantas e animais do planeta. Trata-se de uma riqueza potencial para ser desenvolvida e a indústria nacional é uma das principais interessadas no seu uso sustentável”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O presidente da CNI ressalta que a indústria brasileira está totalmente comprometida com a sustentabilidade ambiental, que vai desde o uso racional de recursos naturais e a redução de resíduos sólidos até o controle das emissões de gases de efeito estufa.

Atualmente, o Brasil é responsável por 2% das emissões globais de CO2, ocupando a sexta posição entre os países signatários do Acordo de Paris. Esse tratado, assinado por 195 países, prevê a redução da emissão de gases de efeito estufa como uma resposta global à ameaça da mudança do clima. Em primeiro lugar aparece a China, com 26% das emissões, seguida dos Estados Unidos, com 14%, e da União Europeia, com quase 10%.

O último relatório da ONU Meio Ambiente, Emission Gap Report 2018, mostra que o Brasil, juntamente com China e Japão, são os países que estão no caminho para cumprir as metas do Acordo. O Brasil se comprometeu a reduzir em 37% suas emissões até 2025.

Nos últimos 15 anos, o Brasil investiu US$ 32 bilhões em projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, o que resultou na redução de emissões de 124 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Segundo Robson Andrade, deste total, 47% ocorreram devido a projetos realizados pela indústria brasileira.

Além disso, no Brasil, as energias renováveis compõem 80% da matriz elétrica brasileira, um valor quase quatro vezes maior do que os países integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), atualmente em 23%.

“Ressalte-se ainda que, nos últimos três acordos de comércio assinados pelo Brasil – o bilateral com o Chile, o Mercosul-União Europeia, e o Mercosul-EFTA –, a indústria brasileira assumiu compromissos ambiciosos no capítulo de desenvolvimento sustentável”, acrescenta o presidente da CNI.

Fonte: Superintendência de Jornalismo da CNI

Gigi Accioly

HolofoteJornalista (MTB 1468AL), apresentadora de TV, programa Gente em Evidência, exibido pela TV Alagoas (SBT), colunista social do Jornal Primeira Edição (impresso), editora-chefe e colunista da Revista Evidência Cosmopolita (AL), Colunista da revista evidencia.com (EVDCIA), diretora de planejamento da Comunicação Hoje e da Tehron - Núcleo de Comunicação; publicitária, assessora de comunicação, cerimonialista e mestre de cerimônias. Colunista do extinto portal Ciro Batelli – Unique Style (SP e Las Vegas). Membro do Conselho Deliberativo da Febracos – Federação Brasileira de Colunistas Sociais; diretora de divulgação da Soamar/AL. - Sociedade Amigos da Marinha; Diretora Regional em Alagoas da MBA - Mídia Brasil Associados.

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