2 de junho de 2011

Bossa Nova…

José Carlos Brunno (OABRJ 73304)

Tendência nossa, telúrica possa… Gozosa grassa gosta,
Promessa sistina… Docente ensina; postre doce por cima…
Oportuno clima… Clímax daquela divina, quase divã do analista…
Prenda, minha pista… Oferenda razão do meu: nunca desista!

Assim, assisto essa diva… Mel… Melissa despista; nudez à vista…
Nada invectiva… Total investida… Vestida de merlot sabor!
Qual grito do passadiço de Cabral, vigilante sauvignon do sextante…
Bendito Infante daquele Sagres levante… Pero Vaz gritante…

Precisando ou navegando por Ela… Preciso Terra bela, dentro dela…
Curvas de sedução… Atavio da alma… Preciosa entrega integra…
Qual nau que atraca içando vela; surpresa d’acoplagem perfeita…
Aroma de passado; passando em cabotagem desnudo; amplexo mudo…

Assim perplexo, perambulando no agora, vença futuro da demora…
Uva ou amora? Fim da mora; harmonia em trêfego namora…
Fôlego tráfego avença das taças, crença das ânforas; saboroso sôfrego…
Sedução virtual, metamorfose carnal aurora, real qual utopia outrora…

Rima cópula com cama, encontro sem pijama, dama chama…
Sinto-me Augusto, não àquele do busto, mas o invasor do susto!
Quebrador de imagem robusto, aríete ao sonho, gládio vetusto…
Venerável vinho, acrópole úmido caminho delicioso ninho…

Não há mesmo quem possa; com esta belatriz nova bossa nossa…
Intermitência d’alegria em teu corpo sorria… Profana e pia… Arrepia!
Despertar do sono… Passa cheia de graça… Garota assobio mania…
Calepino mimo… Proficiência Tom… Tonalidade Vinícius… Tempero do Chico!

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