20 de junho de 2020

Panela Velha Também Faz Comida Boa

Juntar e ler as palavras, em termos reducionistas, seria o famoso “bê a bá”...

Panela Velha Também Faz Comida Boa
Panela Velha Também Faz Comida Boa

Weintraub

Um dos ministérios que mais causou polêmicas no governo Bolsonaro é o da educação. O , agora ex, ministro Abraham Weintraub em entrevista no programa matinal diário Morning Show, da Jovem Pan, foi perguntado sobre a mudança do patrono de nossa educação, Paulo Freire, escolhido durante antigas presidências. Perguntado sobre seu interesse em efetuar a troca, ele respondeu que não existira um patrono fixo em si, mas que seus filhos estudavam em uma escola que utilizava o método de Piaget e que o MEC ia passar a sugerir o método Fonético, mas que há liberdade para que os demais órgãos da educação pudessem escolher outros métodos, desde que existisse um embasamento científico.

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Paulo freire

O método fonético ou fônico usa a associação das letras e sons para que o aluno faça a relação entre a letra e som e uma vez que ele decodifique o som daquela letra, entenda e consiga reproduzir o som todas as vezes que a letra se repetir. Assim, sendo capaz de reconhecer os sons, juntar e ler as palavras, em termos reducionistas, seria o famoso “bê a bá”. Esse método foi muito popular no Brasil até os anos 80. O método de Paulo Freire (que foi criado inicialmente para adultos e depois adaptado para alfabetização
de crianças) foi criado nos anos 60.

Acho que isso deve passar uma impressão equivocada, para pessoas que estão fora da realidade educacional, de que não há novidade em método pedagógicos no Brasil desde pelo menos 30 anos atrás e
a realidade não é bem assim. A mais recente, que não é tão recente assim, novidade na pedagogia é a corrente da Gameficação, que consiste em levar a estrutura dos games para dentro de sala de aula. Ou seja, são desafios e recompensas lúdicos com um conteúdo. Em termo reducionistas mais uma vez seria algo como uma “gincana escolar”.

Recentemente fiz um curso para o batizado do meu filho. A professora era uma senhora de mais de 70 anos, rígida e exigente, não tolerava nenhuma conversa paralela ou barulho durante a aula e até convidou uma pessoa a se retirar da sala por ela não desligar o celular. Eu, como professor, vi aquilo e pensei o quanto aquela professora tinha parado no tempo, uma postura como a dela hoje em dia seria criticada em uma escola, mas no caminho e volta pra casa, conversando, vi que tinha fixado perfeitamente todo conteúdo e me perguntei o que era mais importante, seria o método ou a fixação de conteúdo?

Luis Antônio Santos

Conexão, Conhecimento e Ação Luis Antônio Santos é Educador, Terapeuta Holístico, Consultor Sistêmico e Palestrante. Professor de Edcuação Física, Practiticioner em Programação Neurolinguística(PNL), Constelador Estrutural, Pós Graduando em Psicomotricidade, Pós Graduando em Neuropsicopedagogia e Diretor de Ação Social da ABRATH - Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos em Alagoas. Escreve artigos em jornal, sites, faz comentários em rádio mas sua maior paixão é exercer a função de Pai do João Carlos. Instagram: @terapeutaluisantonio Twitter: THLuisAntonio

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