20 de novembro de 2020

Dia da Consciência Negra ou Dia da Consciência Humana?

Deveríamos repensar e fazer uma reflexão

 

Foto: reprodução InternetDia da Consciência Negra ou Dia da Consciência Humana?

Machado de Assis

Dia da Consciência Negra ou Dia da Consciência Humana?

Por Gigi Accioly*

Hoje, acordei e constatei que era ‘feriado’, “Dia da Consciência Negra”! Fiquei pensando: como a humanidade pode ter uma mente tão estreita? Como a humanidade conserva em sua mente tantos preconceitos absurdos? Negro, branco, mestiço, índio, não importa a cor e a raça, antes dessa “classificação”, somos seres humanos capazes de pensar, agir, crescer, e, acima de tudo, amar.

Na minha infância as duas melhores amigas, na escola pública, eram uma negra e a outra branca, de olhos azuis. Nunca percebi diferença entre elas, pois criança não nasce com esse preconceito do racismo. Ainda lembro do nome das duas: a preta chamava-se Alba e a branca, Socorro. Ao longo da minha vida, nunca tive um olhar diferenciado entre os seres humanos.

Hoje, Dia da Consciência Negra”, deveríamos repensar e fazer uma reflexão: será que precisamos desse Dia da Consciência Negra ou do Dia da Consciência Humana? Precisamos de seres humanos com mais amor, mais solidariedade, com menos ódio e rancor; menos preconceito e intolerância.

Estou com o coração partido em saber que o índice de negros assassinados por brancos aumentou durante a pandemia em mais de 12%*, e, o índice de brancos assassinados diminuiu na mesma proporção. Esse índice deveria ser apenas o da diminuição.

Tenho amigos negros.  E, pouco antes da pandemia, tive a honra e o prazer de conhecer um jornalista negro, em um dos grupos do WhatsApp: o João Costa, uma pessoa capaz, íntegra e inteligente, que, em seus textos sempre deixa uma mensagem de reflexão sobre as relações humanas. João e eu costumamos trocar “figurinhas”, inclusive, iniciou como colunista colaborador da nossa Revista Evidência Online, e tenho muito orgulho em tê-lo em nosso quadro de colaboradores. Então, quero, por meio do João, agradecer aos amigos negros que conquistei e aprendi com eles ao longo da minha vida, e deixar a reflexão que exalto nesse texto: Será que precisamos somente de um dia para refletirmos sobre consciência negra? Não acredito. Acredito que precisamos de todos os dias das nossas vidas de uma reflexão sobre “Consciência Humana”, consciência da paz entre os homens, consciência de ter a nobreza na mente e perceber que somos todos iguais, filhos de um só pai: o Deus todo poderoso. Precisamos de mais humanidade, mais amor, mais paixão, mais solidariedade, mais e mais compaixão.

Viva a nossa raça humana! Viva os que NÃO têm preconceitos! Viva os que DEFENDEM a bandeira do amor e da paz!

*Fonte internet

Dia da Consciência Negra ou Dia da Consciência Humana?

*Gigi Accioly
Jornalista (MTB 1468/AL)
Editora e colunista da revistaevidencia.com
Colunista do Jornal Primeira Edição
Diretora Regional em Alagoas da MBA – Mídia Brasil Associados
Diretora de Comunicação Social da Sociedade Amigos da Marinha de Alagoas – Soamar/AL.
Membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro – ALANE/AL.

Gigi Accioly

Holofote @gigiaccioly - Jornalista (MTB 1468AL), apresentadora de TV, programa Gente em Evidência, exibido pela TV Alagoas (SBT), colunista social do Jornal Primeira Edição (impresso/online), editora-chefe e colunista da Revista Evidência Cosmopolita (AL), Colunista da revista evidencia.com (EVDCIA), diretora de planejamento da Comunicação Hoje e da Tehron - Núcleo de Comunicação; publicitária, assessora de comunicação, cerimonialista e mestre de cerimônias. Diretora de divulgação da Soamar/AL. - Sociedade Amigos da Marinha; Diretora Regional em Alagoas da MBA - Mídia Brasil Associados. Colunista do extinto portal Ciro Batelli – Unique Style (SP e Las Vegas), associada da Febracos – Federação Brasileira de Colunistas Sociais.

10 Comentários em “Dia da Consciência Negra ou Dia da Consciência Humana?

LIA Ayres
20 de novembro de 2020 em 13:43

Boa tarde isso resume um pouco do dia da consiencia negra PARABENS GIGI .

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Olga Nobre
20 de novembro de 2020 em 14:36

Muito bem colocado, concordo com você. Todos somos humanos e temos a mesma origem, muitos heróis negros abolicionistas nunca foram reconhecidos pelos próprios negros que preferiram valorizar falsos heróis. Vamos deixar os preconceitos de lado e valorizar o amor e a paz!

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MARCIO ROGERIO RENZO
20 de novembro de 2020 em 16:50

Parabéns!!!! Excelente reflexão!!!

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IsaBelle Accioly
20 de novembro de 2020 em 17:25

Parabéns pelo texto plural e inteligente. É lamentável ainda o índice de negros mortos (assassinados!!) num Brasil tão desigual e no mundo. Deveria ser celebrado SIM o “Dia da Consciência Humana” para as pessoas refletirem suas ações, condições de igualdade e gestos de compaixão e empatia com os seres humanos. Bravo texto! Otima reflexão para hj e todos os dias que ainda virão…

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jussara motta
20 de novembro de 2020 em 17:57

Gigi fiquei emocionada ao ler seu texto. E entendo tanto o que voce esta dizendo que quando me formei, eu entre tantas amigas de faculdade, escolhi para minha vice , uma negra. beijos

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Eduardo Auto Guimarães
20 de novembro de 2020 em 18:21

Parabéns. Excelente reflexão. Oportuno para a ocasião. Precisamos maior empenho para os nossos governantes.

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Gustavo Rocha
20 de novembro de 2020 em 19:14

Excelente , enriquecedor e reflexivo texto.

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EDILUSIA PINHEIRO
20 de novembro de 2020 em 19:42

Em que consiste ser “Normal” ?
Ser branco e não preto? Ser homem e não mulher? Ser magro e não gordo? Ser rico e não pobre? Ser jovem e não velho? Ser alto e não baixo?
Em que consiste ser “Normal” ? Onde está esta resposta?

Quantos preconceitos medíocres e abomináveis que só nos faz ter “vergonha” de alguns seres “humano”!

Parabéns Gigi por nos fazer refletir neste dia o quão precisamos evoluir para sabermos valorizar mais a raça humana independente de quaisquer “conceitos” preconcebidos.

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Nely Moura
20 de novembro de 2020 em 19:43

Infelizmente vivemos ainda num país onde o preconcceito se manifesta em diversas formas: preconceito aos negros , pobres , indigienas, a religiosidade aos velhos e todas as diferenca . Esquecemos de valorizar os princípios de etica, moral, honestidade, retidao, e amor ao próximo. Parabéns Gg pela reflexão. bjs

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João Costa
20 de novembro de 2020 em 22:23

Muito palusível o tema e a forma bem engendrada com que a autora conduz a pauta racismo, pois suscita em todos nós a importância da reflexão sobre a importância da “Consciência Negra”, mais também da “Consciência Humana”, o que a rigor, requer de nós uma análise mais apurada sobre os fatos. Consciência humana não é desconsiderar a data da Consciência Negra e você explicita muito bem isso, Gigi Accioly. Parabéns pela sua fundamentação a luz da atualidade.

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