11 de janeiro de 2021

Especialista fala sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

Fisioterapeuta tira dúvidas sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

Fisioterapeuta  tira dúvidas sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

 

Foto: Marcio Rogerio RenzoEspecialista fala sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

Foto: Marcio Rogerio Renzo

   Marcio Rogerio Renzo é Fisioterapeuta pela UNORP, com especialização em Ergonomia pelo Grupo Posturar, formação em Administração Pública pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, possui também Pós-graduação em Neuropsicologia pela Faculdade Metropolitana e Palestrante com experiência de mais de 28 anos em segurança, gerenciamento de crises e assuntos relacionados a emergências e sinistros no (Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo). E-mail para contato: marcior.renzo@gmail.com. Instagram: @marcior.renzo

 

    Em meio a uma realidade  cotidiana de muita correria e de atividades entremeadas a movimentos repetitivos que entrevistei o fisioterapeuta, Dr. Marcio Rogerio Renzo, que traz com exclusividade,  informações sobre o que é  a Síndrome do Túnel do Carpo, os cuidados necessários, diagnóstico dentre outras informações.

 

O que é Síndrome do Túnel do Carpo? 

 

   Marcio Rogerio Renzo – A Síndrome do Túnel do Carpo é uma doença neurológica, caracterizada pela compressão do nervo mediano, responsável pelo controle de alguns movimentos da mão. O Carpo é uma estrutura anatômica localizada entre a mão e o antebraço, com formato semelhante a um túnel, por onde passa além do nervo mediano, os tendões flexores da mão, que são revestidos pelo tecido sinovial. Quando há uma situação que faça com que se diminua este túnel, seja por compressão ou por algum trauma, temos então instalada a síndrome. 

  

Como se desenvolve a Síndrome do Túnel do Carpo? 

 

      Marcio Rogerio Renzo – Temos algumas situações que levam ao desenvolvimento da síndrome. Uma delas, que é a mais divulgada é a L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) que como o nome próprio diz, a compressão do canal se dá por um esforço repetido e constante dessa região do corpo. Cabe salientar que, hoje com a legislação trabalhista mais atualizada, deixou-se de utilizar este termo, L.E.R., para enquadrá-las como D.O.R.T (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho), tendo em vista a grande maioria das situações que acometem essa região estar relacionada à alguma atividade de trabalho, como acontece muito com as pessoas que trabalham muito com computadores (digitação), funcionários de laboratórios, nas atividades que exigem muito das mãos, etc. Outra situação, menos comum, são os tumores na região. 

 

Quais os exames que dão o diagnóstico de Síndrome do Túnel do Carpo? 

  

  Marcio Rogerio Renzo – Os exames e testes funcionais utilizados para fechar o diagnóstico da síndrome são os testes de Phalen e o de Tinel. No teste de Phalen, o paciente é orientado a dobrar o punho por um minuto, aumentando a compressão no túnel. Caso haja comprometimento da região, os sintomas são aumentados. No teste de Tinel, o profissional faz “a famosa batida com o martelinho”, comprimindo o nervo mediano e, caso ele esteja afetado, o paciente retornará uma sensação de choque e formigamento. Os exames de imagem e a eletroneuromiografia ajuda em alguns casos a fechar o diagnóstico. 

 

Como tratar a Síndrome (lesão por movimentos repetitivos)? 

  

  Marcio Rogerio Renzo –  O tratamento dependerá do grau da lesão. Em casos mais leves é recomendado manter a imobilização do punho com uso de uma órtese e a ministração de anti-inflamatório não-hormonal, via oral, pelo profissional médico. No campo da fisioterapia são utilizadas técnicas de analgesia e anti-inflamatória para melhora do quadro, além de manipulação local e exercícios direcionados, sendo a fisioterapia uma ação independente e complementar à médica. Em casos um pouco mais graves, pode ser necessária a injeção de anti-inflamatório (cortisona) no local, também prescrita pelo médico. 

    – Esgotadas essas condutas clínicas e o quadro permanecendo, então será indicado o tratamento cirúrgico. Em última hipótese. 

 

 O que é indicado para tirar as dores? 

 

  Marcio Rogerio Renzo – O uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios não-hormonais ajudam a reduzir as dores provocadas pela síndrome. Lembrando que o uso de medicamentos deve ser acompanhado pelo médico. No campo da Fisioterapia, podemos indicar a crioterapia na região (uso de gelo), também sob a orientação de um fisioterapeuta, pois há risco de lesão, caso não faça o uso correto.

  

Em que caso é recomendável à cirurgia? 

 

   Marcio Rogerio Renzo – Quando esgotados os tratamentos clínicos. 

 

A cirurgia resolve o problema? 

 

  Marcio Rogerio Renzo – Sim. Porém todo procedimento cirúrgico é permeado de riscos inerente à sua execução e poderá haver sequelas. Portanto, tal procedimento deverá ser analisado e ponderado pelo médico e paciente. 

 

Quais os tratamentos alternativos a cirurgia? 

 

   Marcio Rogerio Renzo – A Fisioterapia traz com suas técnicas um alto grau de recuperação, não sendo necessária na maioria das vezes a intervenção cirúrgica. Há também a opção da acupuntura, que também apresenta bons resultados. 

 

Qual o profissional procurar? 

 

   Marcio Rogerio Renzo – Em casos de incômodos deve-se procurar ajuda de um médico ou um fisioterapeuta. 

 

 Instagram@joaocostaooficial

  

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João Costa

Jornalista (MTB 87452/SP) Membro da API (Associação Paulista de Imprensa), Prêmio Ibero – Americano de Jornalismo de 2019/20, Prêmio Direitos Humanos por reportagem feita para o Instituto Dana Salomão e Menção honrosa do Lions Clube Rio do janeiro. Colunista, Blogueiro e Comunicador. Desenvolve há anos um trabalho com o propósito humanitário por meio do que cunha chamar de: "Filosofia da Evolução das Relações Humanas”. Atualmente é Assessor do Observatório da Comunicação Institucional (O.C.I); Redator responsável e Colunista do Portal FaceTV Brasil; Colunista do Portal da Bahia Jack Comunica, Colunista do jornal “Em Destaque”, do Estado do Rio de janeiro, foi colunista do Portal NaMídia e da Revista Empresarial. Foi colunista da "Rede de Escritores de Língua Espanhola". Possui sólidos conhecimentos na edição de textos, é ativista pelos direitos humanos, pela proteção dos animais e no combate a desigualdade social. Participação ativa em Workshops, congressos e conferências.

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