20 de junho de 2021

Inércia terapêutica, vício ou hábito?

"A inércia terapêutica, também é um impedimento considerável para o controle adequado da hipertensão..."

 

Inércia terapêutica, vício ou hábito?

Olá, sapiens!

Aprendemos nos bancos escolares que a Primeira Lei de Newton é a capacidade de resistir à mudança de movimento. É assim na física, é assim na vida, é assim na medicina.

Inércia clínica, ou inércia terapêutica, é quando a terapia, farmacológica ou não, não é readequada mesmo com sinais claros que o tratamento atual não está sendo eficaz.
Para Dra. Erika F. Brutsaert, endocrinologista lá do Bronx, Nova Iorque (isso mesmo, o bairro do Chris), “é difícil para as pessoas mudarem o que estão fazendo”, se referindo à inércia clínica no tratamento do diabetes.

A Revista Brasileira de Hipertensão (2020 Vol24(2):59-63)nos traz excelente artigo da Dra. Erika Campana, cardiologista lá de Niterói, Rio de Janeiro (isso mesmo, a cidade do Paulo Gustavo), nos contando sobre o impacto da inércia terapêutica no descontrole da hipertensão arterial dos pacientes do ambulatório escola no município de Nova Iguaçu, RJ.

“A inércia terapêutica, também é um impedimento considerável para o controle adequado da hipertensão, o que tem implicações no prognóstico da doença.”
O que essas mulheres ricas em honra e glória trazem para nos agregar? O impacto, o impulso, a aceleração que desfazem a inércia.

Não é adequado se conformar com: “o peso dele sempre foi esse”, “a pressão pra ele é essa mesmo”, “a glicose dele nunca baixa”, “ele não consegue parar de fumar”. Diretrizes devem nos nortear, metas devem nos provocar, mantendo os ajustes particulares para cada indivíduo, porém sem nutrir a confortável inércia.
Fuja as zona de conforto, acelere!

Inércia terapêutica, vício ou hábito?
por Luiz Guilherme ( @nefrologistadrluiz ) e ( @gahas.consulta )

Luiz Guilherme Almeida

Saúde e Bem-estar Luiz Guilherme Almeida (CRM/AL 6134 | RQE 3731)Luiz Guilherme é médico nefrologista, fundador e ex-coordenador médico do maior centro de terapia intensiva para COVID 19 do Estado de Alagoas, especialista no CRIA - Centro de Referência Integrado de Arapiraca, plantonista e consultor da UTI COVID 19 da Santa Casa de São Miguel dos Campos, preceptor da Residência Médica de Clínica Médica do Hospital CHAMA e do internato de Clínica Médica da UFAL Campus de Arapiraca, agreste de Alagoas. Representante do Estado de Alagoas no DHA (Departamento de Hipertensão Arterial) da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretor Cultural e Intercâmbio da AMB Alagoas. Conselheiro do CRM. Antes da pandemia se dedicava ao combate à síndrome metabólica, sendo fundador e CEO do GAHAS Grupo de Atenção à Hipertensão e Síndrome Metabólica, moléstia que pode determinar o agravamento dos casos de COVID 19 e aumento independente de 2,5 vezes o risco de evento cardiovascular indesejável. Bem estar, meditação, dieta adequada e atividade física são os pilares do tratamento e prevenção à Síndrome Metabólica.

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