15 de julho de 2013

Corda Bamba…

Por: José Carlos Paiva Bruno (OABRJ 73304)

Preenchendo espaços, construindo passos, cordas de aço sempre nos conectando ao Criador. Não falo de marionetes, tampouco estrepes, nem dos pivôs de alegria e tristeza, componentes da vida correnteza. Digo de indo e vindo, creio que a Luz nos liberta para o crescimento, e nós como girassóis estamos em permanente ajuste do foco. Do contrário é o fosso, desgosto, escuridão; mas nada que escape às cordas, amarras da criação. Cedo ou tarde escolta de volta, para uma nova avaliação.

Sendo a Fé, verdade que nos mantém em pé… Tenho-nos como pedreiros preenchendo espaços permanentemente, então que o façamos da melhor forma, sendo façanhas alicerces para a fôrma de volta, familiares alegrias e até revoltas; mas é o nosso equilíbrio, nossa vontade de viver, que estabelece a qualidade da massa, com a qual preenchemos nossos vazios. Sendo nada ausência de tudo, sim porque quando você escolhe pra você: acolhe algo como tudo. Intensidade nunca foi absurdo, traduz simplesmente o produto da Fé! Bem melhor que arrastar-se é caminhar de pé! Não é?

Deus nunca desiste de nós, infelizmente o contrário existe e configura a pior doença: fim do amor-próprio, paródia do mal. Opróbrio diante do espelho, qual seja perdermos para nós mesmos. Onde está o momento de tirarmos tudo do baú, da chupeta ao gato de Alice, dos cadernos sábios e os de burrice, e redescobrirmos das lições de caligrafia aos números primos.Especialmente o único par dos mesmos, sempre mais segundo Beto Guedes… Além de saber do Amor, carecemos visualizá-lo, é isso mesmo, enxergar o Amor na mágica das nossas vidas, no primeiro dentinho de leite à igual primeira palmada, quase sempre àquela de tirar a fralda, recheada no meio da sala. Ou por tentarmos enfiar o dedinho nas tomadas… Enxergar o Amor não é disfarçar a dor, mas tratá-la como oportunidade. Virtude necessidade. Nossos Pais também aprendem conosco, e como… Preenchendo riscos, tirando dos nossos olhinhos ciscos: sempre assim amantes aflitos, candura de criador e criatura. Certamente cura…

O verdadeiro inimigo é o vazio, é o não preenchimento: dos nossos sonhos, caminhos, ninhos, tentativas, calmas e brigas, beijos adolescentes, encontros e reencontros necessariamente crentes, ocultos ou aparentes… Se você pensar em você engatinhando sem ainda saber falar, verá que preencheu e conquistou muito até então… Então me dê sua mão, bípede falador, vamos que vamos… O melhor é sempre porvir, ali você pode tudo preencher e construir, mas sem atitude no presente, a casa vai cair. Nunca apetece botar a culpa nos outros, porque os outros são os outros, e não poucos os loucos. Da corda bamba acorda, prefira bamba na corda. Afinal só há uma razão para o mal, a ignorância fatal… Venha o Sol de primavera!

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